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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O que é Throwback Thursday?

Ao que me parece, a vida não muda.
O mundo dá voltas, sim, e acaba voltando pro mesmo lugar.

Quem me disser que vive a vida plenamente sem sentir a menor falta de qualquer coisa que já fez parte da sua vida, e que por algum motivo não faz mais, está mentindo. ISSO NÃO EXISTE! Você pode não querer pensar, ou preferir deixar pra lá, mas sua mente te traz o que já foi embora. E por alguns minutos te dá vontade de voltar a ser, a ter, a ver como era antes.
Assim como eu, que aqui estou escrevendo em um blog que me marca a época dos 15 anos, sinto falta de ser quem eu era. Mas isso não significa que eu queira voltar a ser. É apenas o mundo girando, e nos fazendo voltar àquele mesmo lugar, lembra?
Na moda, na música, na televisão.. "Vintage, retrô". O mundo tende a se repetir. Porque a saudade move o mundo, as pessoas associam diretamente os componentes de uma época, a uma felicidade que se sentiu e que não vai voltar a existir - não significa que você não é feliz, muito pelo contrário. As pessoas tendem a dar mais valor ao que não podem ter, e quanto àquele tempo que se passou, tê-lo de volta é definitivamente impossível, logo, ele parece muito mais perfeito: "eu era feliz e não sabia". Acorda amigo, daqui a 3 ou 4 anos você estará lembrando de hoje e pensando o mesmo. Pare de viver o passado e viva o presente, e quanto a inevitável saudade? Sinta-a, mas não deixe que ela tome conta de você.

"Não gosto de fazer ninguém querer riscar o seu passado
E o que passou, passou, e o que marcou, ficou" (Nando Reis)


AK

terça-feira, 11 de maio de 2010

Nem tudo muda o tempo todo no mundo.


Eu me lembro que quando criança, eu nunca fui de brincar com meninas. Estava sempre com os garotos brincando de bola de gude, polícia e ladrão, esconde-esconde, e todas essas coisas que meninas não fazem. Mas eu aposto que minha infância foi mais divertida do que qualquer outra, porque eu nunca fui a menina que, como se conta na maioria das vezes, os meninos descriminavam. Muito pelo contrário, eu zombava deles os chamando de fracos, de medrosos... E talvez por isso eles até esqueciam que eu era menina, ou até hoje esquecem.
Eu morava em um condomínio, então na maioria das vezes não se tinha tanta preocupação com violência, tornando tudo mais livre, e por minha sorte eu tinha amigas que também não tinham frescura, então na maior parte das vezes entre os meninos, nós quatro éramos as mais valentes.
Ah, aquele condomínio... uma quadra de areia, que era ótima se não chovesse, três balanços usados para apostas de pulo, duas gangorras pra mostrar quem tinha menos medo, um carrossel que quase nunca girava em velocidade baixa, dois escorregos usados para as mais diversas brincadeiras, e duas barras de ferro que já me fizeram inúmeras vezes ficar com o sangue na cabeça, e dedos calejados.
Quando não correndo, de cabeça pra baixo, com dedos calejados, disposta, corajosa, sem frescuras, e rodeada de amigos. Seria uma infância totalmente normal.. se eu fosse um garoto. Mas eu não era, nem sou. Mas não se engane que as garotinhas frescas nunca me enxeram o saco por isso. Sempre ficavam se penteando e nos olhando brincar seja do que for. E quase todas tinham raiva de mim e das minhas amigas, pois éramos tão próximas dos garotos que elas tanto amavam – se assim posso falar, tratando-se de garotas de 8 a 11 anos.
E assim permanecem as coisas, eu não sou mais uma menina que brinca com meninos, mas também não me afastei deles. Eles definitivamente esquecem que sou menina, e confiam até demais suas coisas a mim, talvez porque eu seja uma de raras que não confundem amizade com algo além. E assim permanece o ciúme das garotas... e assim permanecem as coisas.



AK

terça-feira, 27 de abril de 2010

Arrependimento não faz voltar o tempo.

Quão baixo meu QI se encontra?
Eu estudava sempre, não tinha preguiça de nada, fazia exercícios físicos, exercícios de física... eu me via sempre fazendo algo que traria benefício próprio, e hoje noto que quase não faço nada que me faça realmente bem... não fisicamente. E acredite ou não, é dificil readquirir bons hábitos, depois que você se acostuma com o que é bom (dormir, e ficar ouvindo música, e na internet o dia inteiro), não quer mais saber do que é bom ( estudar, comer coisas saudáveis, correr, pensar).
Okay, eu sei, que a vida não se resume a estudo.. e que algumas pessoas relacionam tudo isso a vida monótona, ou algo do gênero.. mas sinceramente? Eu gostava, e gostaria de conseguir voltar, eu adorava perder tempos e tempos quebrando a cabeça com algo obvio, só pra depois, no fim de tudo, bater no peito e dizer "eu quem fiz, eu quem desenvolvi tudo SO-ZI-NHA!" .
Mas com o tempo me acomodei.. isso, esse é o termo, acomodação. Meu colégio já não cobrava tanto de mim, meu corpo já não queria saber de se mover, e meus neurônios adormeceram... e temo que esse sono seja profundo, tão profundo que jamais volte a funcionar como já funcionou algum dia!
Já falei que sou contraditória, já falei sobre meus lamentos, já falei até mesmo sobre as flores... e nesse momento não passa de um grande misto de tudo isso. É, isso mesmo... eu me contradigo ao dizer que quero voltar a ser como antes, pois tudo não passa de lamentos, e por mais que eu fale que meu presente já não seja tão aproveitável como antes, no fundo, no fundo, eu ainda sinto que tudo são flores... mas eu tenho a esperança de um dia acordar, acordar para a vida, pois o mundo nunca pararia por um erro, seja de quem for, que dirá por pura preguiça?

Mas sinceramente, quão baixo meu QI se encontra? Espero que em um nível em que eu possa ainda voltar atrás.



AK

segunda-feira, 26 de abril de 2010

E ainda gosto.

Gostei de te ver, mesmo que por um segundo.
Gostei de te ouvir, mesmo que por pensamento.
Gostei de te ter, mesmo que só em sonhos.

... e ainda gosto.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Muita gente vai me odiar por isso.

Há dias que venho pensando sobre meus atos... Rodo, rodo e não chego a lugar algum. Talvez eu não me orgulhe mesmo do que sou agora, ou talvez eu perca tempo demais pensando ao invés de agir. Um ou dois meses atrás, eu falei pra uma pessoa que eu iria parar de falar, e iria finalmente mudar. Mas mudar em quê? Mudar pra quê? Se eu não estou contente com o que sou, faço, ou falo, por onde devo começar?
Às vezes acho que meus erros estão nos atos - quase sempre impensados -, mas vez por outra me pego pensando: e se meu erro for pensar mais nos meus erros, que nos meus acertos? Não sei.
Eu fui e sou criada em uma casa onde sempre tive tudo o que precisei - e às vezes até mais do que mereci-, mas também sou cobrada, pois nas poucas coisas que faço, eu devo fazer no mínimo bem feito. E não culpo meus pais por cobrar nada de mim, afinal, nada mais justo: você recebe de acordo com o que pode dar. Mas, como onde há homem, há o erro, eu - como já é de se esperar - nem sempre respondo às suas expectativas.
Eu devo me culpar por tudo isso? Ou devo lutar para melhorar? Ou devo cobrar menos de mim? Que seja, mas a partir de hoje, e de agora, eu vou mudar. Seja as atitudes ou o pensamento, mas vou. E sei que muita gente não vai gostar nada dessa mudança.



"I'll be mine where I place my drafts
When the desert ends
I last the dust
I'll be mine where I place my drafts
When the desert ends
I ask the dust"




AK

segunda-feira, 29 de março de 2010

"Nunca foi nada perfeito, mas até que eu gosto assim desse jeito..."

Até que eu nunca tinha parado bem pra pensar nessa frase, eu gostava dela, sim, mas agora sei que eu não podia afirmar o que quer que seja com ela, porque ela não significava nada pra mim... Mas agora, significa, e muito. Desde as 00:00 do dia 28 de março de 2010, eu posso dizer, com toda a certeza que essa é a MINHA frase.
Mas não, não foi meu raciocínio, ou qualquer outra coisa que me fez entendê-la, talvez nem mesmo quem a escreveu a vê como a vejo hoje. Porque as pessoas que me fizeram lembrar desta frase, são a prova de que pra mim nunca nada foi perfeito, mas se fosse eu não acharia tão bom quanto é. Porque foram essas falhas que me fizeram aos poucos feliz, e uma dessas falhas foram vocês, meus amigos que fiz por mera coincidência, talvez eu nem quisesse mesmo levar essa 'social' pra frente, e tá aí, 7, 11 e 11 anos - respectivamente - de amizade. Mais, muito mais do que o que eu esperava, e um tanto insignificante para o que eu espero nesse momento.

- Depois de você, os outros são os outros e só - é, você me fez notar que os outros não importam, em nada, não valem de nada, se não tiverem nem uma característicazinha sua. Porque apesar de não tentar comparar, eu sei que no fundo, nunca - digo e repito -, nunca encontrarei ninguém tão espetacular, prestativo e desafinado como você. E obrigada por me perguntar sobre as linhas.

- Se eu soubesse o que fazer pra tirar voce da minha cabeça - eu certamente não tiraria, e você sabe muito bem disso. Já te escrevi algumas vezes, mas apenas em uma delas você viu. Te elogiei na maior parte do meu tempo, mas poucas vezes você ouviu. E não é por você não querer, é por mim. Mas eu te admiro, e disso sim você sabe. Te admiro por ser tímida, por passar horas pensando no que os outros falaram disso ou daquilo, e por ter a voz mais linda e fina - ao contrário das pernocas - do Brasil. Obrigada por odiar - não só - Marina tanto quanto eu odeio Karol.

- Você me disse que cada um vai colher o que plantou, porque raiz sem alma, como o flip falou, é triste - assim como todas as outras milhões de coisas que você me disse, e que acredite você ou não eu guardo na minha mente com todo o carinho. Você é a minha arianinha linda, que acabou de fazer 17 anos e eu não pude nem comemorar com dignidade. E te peço perdão não só por isso, mas também por todas as possíveis decepções que lhe causei, ou por não ter te dito as palavras certas - ou ao menos confortantes - nas horas em que eu deveria. Obrigada por cortar as pernas nos patinetes e me aguentar por tanto tempo.

E isso é o mínimo do mínimo que essa frase me faz pensar - todas as vezes em que a vejo -, e sei que terei que conviver com essas lembranças por muito tempo - ou para sempre.

je t'aime nic, i love you lili, ich liebe dich werykinha.
Saibam que conheço cada pedacinho que há em vocês.



AK

sábado, 21 de novembro de 2009

Vai deixar saudades.

"No primeiro dia de aula, como nos demais anos: estávamos insatisfeitos com a nossa turma, característica própria do ser humano: julgar sem conhecer. Mas no decorrer do ano tenho certeza que fomos flechados pelo cupido do 9º ano b manhã, que fez com que nos apaixonássemos pela turma aos poucos. E hoje eu posso afirmar que jamais me imaginaria em outra turma se não a turma da galera que me cativou de uma maneira... Inexplicável. Não imagino outra turma consiga roubar gargalhadas do meu rosto, mesmo mal-humorada, senão a minha turma. Entretanto infelizmente sabemos que ano que vem não estaremos todos juntos, isso é o que entristece, pois apesar de todas as adversidades, todas as barreiras, todas as complicações que surgiram sem previsão... Nós fomos - SOMOS - nos tornamos uma família. Dizem que o tempo é o senhor da razão. Tempo que leva, tempo que traz, que faz, constrói. Leva quem amamos, traz quem amamos, ou quem odiamos. Mas nesse momento não importa se é ódio ou amor o que você sente pela pessoa que está do seu lado. O que importa é que independente de tudo, essa pessoa esteve ao seu lado o ano inteiro, sem cobranças, sem desleixos. Nossa turma não esteve unida em todos os momentos... Não fez tudo o que deveria fazer, não nos demos por inteiro, não nos entregamos a luta, não a vencemos. Não fomos a melhor turma, nem a pior, mas fomos mais que isso, independente de classificação. Superamos todas as barreiras, todas as adversidades, superamos tudo. Seja nas perdas ou nas vitórias estávamos sempre presente. Um ajudando o outro, talvez por amor ou compaixão. Sem motivo, nem razão. Pensávamos que essa turma fosse a mais desunida e que estávamos em menor comunhão, divididos em grupos e alguns até sós. E que mesmo na solidão não se unia. Mas implícito nesses acasos, está o afeto que verdadeiramente sentimos um pelos outros. Talvez agora não percebamos.. Nas férias quem sabe sentiremos falta? Ano que vem nada dessa magia estará presente. Essa magia que faz com que até a turma mais desunida se una com um único propósito: Estar Feliz."

Jennyfer Rocha.



O único texto que me fez chorar de verdade. Eu não esperava dizer isso um dia, mas esse ano vai deixar saudades.




AK

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

surpreende.

"Uma vontade distante de dar um abraço."
Janelas traduzem tudo isso, acompanhado de saudade.

Bom te ver.



AK

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Férias e suas recordações.

Tem dias que a gente acorda de um jeito inexplicável.. Feliz, eufórica, falante - mesmo que com aquela voz grossa - olha para os lados, e vê duas amigas, as melhores amigas, que sempre estiveram contigo. Uma com aquela cara que te apavora, aquela expressão assustada de quem não sonhou com coisa boa, outra com aquele sorriso estampado no rosto, aquele que te faz rir pelo resto do dia. E a única coisa que se pensa nesse momento, é como seu dia vai ser bom ao lado daquelas meninas que te fazem tão bem. E então com batidos em portas, lanchinhos - põe plural nisso - e risadas, mistura perfeita para bons momentos, mesmo que tediosos, são inexplicavelmente divertidos, basta só estar com elas! Férias.. Ah minhas queridas férias, vocês foram tão simples, sem acontecimentos especiais, sem aventuras, sem segredinho.. Mas se alguém me perguntar, hoje e agora, quais foram as minhas melhores férias, eu responderia sem hesitar: Foram essas! Vi pessoas que tinha saudade, relembrei coisas já esquecidas, e ri.. Sim, eu ri! Pouco me importa que elas se acabem, pois pra uma coisa boa, até que estão durando! É raro eu escrever, na verdade é raro eu postar aqui.. Mas eu não podia deixar passar essa minha sensação de alívio, de saber que fiz a coisa certa, da melhor maneira! E espero que essa última semana, me dê muitas outras sensações iguais/melhores a essa.



AK