sábado, 27 de novembro de 2010

Meus cabelos brancos.


O que seria viver bem? De verdade, o que seria?
Segundo algum filosofo aí, o inferno são os outros. Mas não, o inferno somos nós, somente nós. Quando não sabemos que caminho seguir, quando não acertamos o conselho a se seguir, quando vamos embora e não sabemos mais vir.
De quem você vai ser aceito, se não for aceito por si? Passar pelo teste de si próprio é o pior que se deve fazer na vida, o pior. É muito dificil fazer uma autoanálise, e é mais difícil ainda 100% de satisfação. Mesmo que as pessoas te digam o quanto você parece feliz, mesmo que você tenha emagrecido, ou engordado, sei lá. Mesmo que você tenha saído por alguns segundos dessa sua análise, você voltará. Porque a análise é contínua, e ela é, realmente, para toda a vida. O tempo inteiro eu estou comigo, e por mais que eu esconda do mundo que estou infeliz comigo, eu sei que eu não estou nem um pouco feliz, e sei que vou saber disso até isso não ser mais uma verdade pra mim.
Cada um tem seus planos, opiniões e objetivos. Aí você consegue, parabéns, happy end. Mas quando não consegue? É mesmo necessária muuuuita força de vontade, e qualquer outro tipo de força incluindo a força física.
É fácil aguentar 1kg, 2kg, ou mais. Mas não é fácil carregar 200g de culpa por 10 minutos, nem muito menos 100g de arrependimento. É teoria pura, o físico aguenta mais ou não? Não se sabe, sabe-se apenas, hoje, que dentro de cada um tem seu céu, e seu inferno. E é sempre bem mais fácil optar pelo inferno. Eu, esse ano, optei pelo inferno. E acredite, eu não recomendo...


O que aparenta ser nem sempre é.


AK

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Conto de fadas



Vai, abre tua porta e deixa quem te quer bem entrar. Porque o mundo não é tão ruim quanto te pintam. Depois de nove meses, você sai e há no minimo uma pessoa que já te quer bem.
Saia, de verdade. Esquece qualquer coisa que te prenda em casa, vá pro quintal, ou debruce na janela, veja a lua, veja o sol, perca o seu tempo falando bobagem. Perca mesmo. As pessoas vão rir de você, mas vão rir.
Eu acho engraçado que nunca se perde nada sem ganhar um prêmio de consolação. Então se você não foi capaz de ganhar o primeiro lugar, se contente com o de consolação cara, um dia, você ganhará o primeiro lugar. Nem que seja o primeiro lugar no guines de "mais prêmios de consolação".
Eu não tenho mesmo sobre o que escrever, mas tô feliz e otimista e falando com uma pessoa bonita que não é muito de costume falar. E tô escrevendo pra relaxar então nem perca seu tempo lendo que nao tem nada com nada e ufa, agora eu vou estudar sem ter mil palavras na cabeça e mil lembranças de textos e temas. Acho que nesses proximos quinze dias só vai sair disso pra pior.
Mas eu to feliz e espero que todos estejam porque o mundo é lindo, e as pessoas também.


AK

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

À Deus.


"Me deixe em paz" É o que eu mais tento te dizer quando você chega de surpresa na frente do meu trabalho, é o que eu penso quando recebo suas ligações, ou quando você aparece sem permissão nenhuma nos meus pensamentos antes de dormir. É isso que eu quero, de verdade, que você me deixe em paz.
Eu não suporto mais ouvir tua voz que de tão calma certas vezes parecem silêncio, já não aguento ver teu sorriso tímido, misterioso, não quero mais tentar conhecer coisas que você insiste que eu saiba, mesmo sem querer contar. Não sei porque e nem como você faz isso, mas consegue me deixar curiosa pra saber coisas que você quer dizer, e acaba não dizendo.
Mas aí você chega, de surpresa, enquanto eu comprava meus sapatos, eu te vejo acenando pra mim através da vitrine, "Me deixa em paz" é novamente a primeira frase que me passa, e quando respiro pra falar, você me interrompe "ah, mas faz tanto tempo que não te vejo, e aí? ainda escreve tão bem quanto antes?". Aí eu sorrio, você sorri, e eu mais uma vez boba caio na tua conversa. E você se despede, e me vem à mente "Me deixa em paz."
Burra, burra, burra. Mil vezes burra. Por quê só agora venho lembrar da frase que ensaiei tanto tempo pra te dizer? Não, não será possível, ser sempre assim.
Não será mesmo sempre assim. Te vi da ultima vez, não te pedi paz, mas te dei adeus. E pra minha tranquilidade, aquele, foi o meu primeiro adeus.
De tantos e tantos anos de prisão, nunca havia te dado adeus, nunca tinha de verdade te libertado de mim. Te falei adeus, e você? Ah, insistiu em voltar. Não, amigo, não é mais tão fácil assim. Eu falei A-D-E-U-S. Não foi uma formalidade, foi uma despedida. E talvez até seja ruim pra alguém no mundo, talvez pra você, ou pra mim. Mas pra você voltar pra minha vida, meus pensamentos, ou até mesmo para as entrelinhas dos meus textos, vai ser a mesma dificuldade que foi para você sair deles.
Sim, este aqui é outro adeus. Dê adeus para as entrelinhas, baby. Elas não pertencem à outro alguém, como já te prometi. Mas também não pertencem à você.




AK

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Logo depois da janela, as cortinas se fecham


De tanto que me falam que mudei
De tanto que me falam que não tenho mais o mesmo sorriso
De tanto que me falam que não tenho mais os mesmos amigos.
Aceito o que quiserem falar, só não falem que mudei pra pior.

Me diz que eu estou sociável,
Sei fazer amigos, sei sentir e mentir.
E aí no fim me diz que mudei... pra pior.

Me fala a verdade: é melhor mudar na aparência, ou "continuar a mesma pessoa" e julgar pela aparencia quem sempre te quis tão bem?

Fica de cada um escolher qual a decisão certa. E sim... advinha qual eu escolhi?

Desculpe se ainda gosto de você, e você talvez não saiba receber tal sentimento, mas me parece que a decepção logo cubrirá esse afeto, e tudo estará igual por igual.
Como o velho ditado: olho por olho, dente por dente.
E eu realmente não queria isso.



AK




(Mas só pra completar... meu sorriso nunca foi mais verdadeiro do que é hoje, em tais fotos 'falsas')

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sujeira

Pensando bem, em 1% de erro, lucrei mais que 99% que restavam de acerto.
Consegui acertar no erro, e foi o maior e melhor acerto da minha vida.


AK

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Avaliação


Sempre, desde pequena eu escrevia, desenhava, e - confissão em primeira mão - tocava o violão do meu pai escondido. Eu realmente não sei porquê, mas eu tinha vergonha de me expor. Expor meus textos era como se eu estivesse derrubando todas as barreiras que tanto demorei pra construir. Barreiras essas que me serviam muito pra fingir que eu estava bem. Que na verdade é o que eu quase sempre fazia, fingir. As pessoas nem sequer notavam no meu olhar. Minha tristeza era tão bem fingida, que o brilho no olhar era confundido com uma alegria irreparável. E me viam como uma garota feliz, independente, inteligente (magra). Não faltava nada pra mim, aí então eu resolvi aprender realmente a tocar violão, e perdi parte da minha frieza. Decidi logo em seguida, expor meus desenhos, só pra os íntimos. Notei que estava começando a chorar por outras coisas além da dor. E por fim criei um blog, voltei a escrever. Desta vez o tornei público, e cada dia mais minha vida está mais aberta. E se eu estiver pensando em ficar triste as pessoas notarão. Será que essas pessoas realmente prestam atenção em mim? Ou apenas no que está mais fácil, e óbvio de se notar? Farei um teste. Se amanhã eu estiver mal, fingirei estar bem, e vice-versa. Verei quantos serão capazes de notar se o que demonstro é verdade, ou fingimento.
Eu tenho uma idéia em esboço de quem seja capaz de me encontrar dentro de mim, e eu não estou nessa lista.


AK

sábado, 14 de agosto de 2010

Retificar


Desculpe achar que estava certa, desculpe te fazer acreditar nisso. E principalmente me desculpe por ter te feito pedir desculpas... Pior ainda, por tê-las aceitado.
Mas no fim das contas eu estava, e estou ainda hoje certa. Eu estou, porque mesmo eu tendo a consciencia do meu erro, você tem a consciência do meu acerto. Então ninguém sabe que meu erro é um erro.. E pode até não ser, se você mesmo o considera um acerto, pode ser um acerto por fim.


AK